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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pilha Japonesa é recarregada a água


O nome da nova pilha da empresa japonesa Aqua Power System pode até fazer rir: NoPoPo. Mas, o seu significado (No Pollution Power) mostra que o dispositivo não está para brincadeira. Com pretensões de revolucionar o mercado de baterias, a NoPoPo pode ser recarregada com água.Ela demorou cinco anos para ser desenvolvida. E, por enquanto, só pode ser usada em objetos pequenos, geralmente alimentadas por pilhas AA. Pelas fotos no site do fabricante, os pacotes com duas ou quatro pilhas já vêm com uma seringa, utilizada para injetar água ou outro líquido nas NoPoPos. Segundo os desenvolvedores, isso é suficiente para mantê-la funcionando por até 15 horas.


Fonte: Info Exame

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terça-feira, 8 de setembro de 2009






Degelo ameaça 25% da população mundial

Um quarto da população mundial está ameaçada com inundações em consequência do degelo do Ártico.

As informações constam em um estudo publicado ontem pela organização dedicada à conservação da natureza, WWF, ou Fundo Mundial para a Vida Selvagem. Segundo o relatório, em 2100 o nível dos oceanos terá aumentado mais de um metro e colocará em perigo a população que morar em regiões litorâneas.

No comunicado da organização, o chefe de política climática do WWF Suíça, Patrick Hofstetter disse que "atualmente, o Ártico se aquece duas vezes mais rápido que o resto do planeta, o que é uma ameaça para a Terra".

Segundo o relatório, o planeta entrou em um ciclo vicioso. Na medida em que a extensão de gelo nas calotas polares diminui, aumentam a superfície dos oceanos e a quantidade de energia solar absorvida. Com isso, as temperaturas aumentam ainda mais.

O degelo libera ainda grandes quantidades de metano, um dos gases causadores do efeito estufa, que antes estavam "aprisionados no gelo".


"Esta espiral perigosa só poderá ser rompida se reduzirmos muito as emissões de gases de efeito estufa e mantermos o aquecimento global abaixo dos 2ºC", disse Hofstetter, e completou: "Para isso, os países industrializados precisarão reduzir em pelo menos 40% as suas emissões de CO2 até 2020". É exatamente sobre essa possibilidade que representantes dos países das Nações Unidas conversarão durante a Conferência de Copenhague, em dezembro.

Fonte:Info Exame

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Biocombustíveis de Alga


A solução chama-se Personal Rapid Transport, um taxi elétrico que transportará passageiros do terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, o Heathrow, em Londres, do terminal 5 a um dos estacionamentos do local. A grande diferença para táxis comuns e ônibus que também fazem esse tipo de traslado não é, no entanto, apenas o fato de tratar-se de um veículo elétrico e, portanto, menos poluente.

Por pelo menos um ponto de vista, a solução adotada pela LiveFuels pode ser considerada ainda menos limpa. Pequenos peixes serão usados para fazer a colheita das algas e transformá-las em óleo durante o seu processo digestório. Depois de bem alimentados, os peixinhos serão capturados e processados de uma maneira semelhante àquela que extrai óleo de baleia, com a diferença de algumas centenas de centímetros no tamanho do animal.

O óleo extraído é altamente nutritivo, como aquele vendido em cápsulas com o objetivo de complementar dietas com poucas vitaminas, e poderia ser usado também para este fim - mas seu destino final deve mesmo ser o tanque do carro. Além disso, as pequenas carcaças são fontes de proteína e fosfato, que poderiam ser usadas em rações e fertilizantes.

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Fonte: Info Exame
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Taxi Elétrico em 2010


Um dos problemas dos aeroportos internacionais é a longa distância entre o estacionamento e o terminal. Um projeto inglês deve acabar com isso.

A solução chama-se Personal Rapid Transport, um taxi elétrico que transportará passageiros do terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, o Heathrow, em Londres, do terminal 5 a um dos estacionamentos do local. A grande diferença para táxis comuns e ônibus que também fazem esse tipo de traslado não é, no entanto, apenas o fato de tratar-se de um veículo elétrico e, portanto, menos poluente.

A maior novidade é a falta de motorista. Mas não pense que o usuário precisará dirigi-lo. O carro, que deve entrar em operação no começo do ano que vem e leva até quatro passageiros de cada vez, funciona sozinho. Só é preciso apertar um botão.

Ele foi apresentado há cerca de dez dias no Museu da Ciência de Londres e alcança a velocidade máxima de 40 km/h. Pode parecer pouco, mas isso será suficiente para diminuir em 40% o tempo do percurso entre o terminal de passageiros e o estacionamento que, com o táxi elétrico, pode chegar a cinco minutos.

O fluxo do trânsito também deve melhorar. Isso porque o táxi só pode cumprir um roteiro pré-estabelecido e não deve competir por espaço com os carros e ônibus nas ruas, já que anda sobre trilhos e usa um sistema de lasers e computadores para navegar.

Essa é a apenas a primeira parte do projeto – que já custou 75 milhões de reais e deve colocar em operação 18 modelos do veículos. Em uma segunda fase, haverá táxis elétricos funcionando em todos os terminais e estacionamentos do aeroporto e espera-se que sejam utilizados por cerca de 500 mil pessoas por ano.

Professor Martin Lowson, o responsável pelo projeto que existe desde 1995, afirmou que esse sistema pode transformar cidades no século XXI e trazer uma forma ambientalmente responsável para o transporte urbano, reduzindo emissões e congestionamentos.

O serviço será gratuito para quem usar o serviço de estacionamento do aeroporto que custa 21 libras ou 63 reais por dia.

Fonte: Info Exame

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Qual Será o Próximo Biodiesel?


Para o Instituto Pike, três matérias primas movimentarão o mercado de biocombustíveis nos próximos anos: óleo de resíduos descartados, de algas e de pinhão manso.

De acordo com o estudo, Biofuels Markets and Technologies, o combustível feito de algas já deve entrar no mercado em 2012. Neste caso, as americanas a ExxonMobil e a Synthetic Genomics já saíram na frente. Elas anunciaram, há poucas semanas, uma aliança para testar o uso de algas na produção de combustíveis.

“Já existem muitas pesquisas com o biodiesel de alga no Brasil. Mas são apenas pesquisas. Se você procurar mil litros de óleo de alga para comprar, não vai encontrar”, afirma o professor da Unicamp, Antonio José da Silva Maciel, doutor em Energia na Agricultura.

Em 2014, será a vez do combustível sintético feito a base de óleo de pinhão manso. Testes do biocombustível já foram feitos no mundo todo, mas ainda são incipientes no Brasil. “O óleo de pinhão manso tem um grande potencial para ser o combustível do futuro. É uma cultura bastante viável no Brasil. Mas ainda falta estrutura de produção, de colheita e até para pesquisa”, diz Maciel.

Já o óleo de resíduos descartados, parece estar mais próximo de entrar no mercado brasileiro. Há vários projetos espalhados pelos 27 estados mais o distrito federal que testam o uso desta tecnologia.

A mais recente dessas iniciativas é coordenada pelo pesquisador de Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, José Dilcio Rocha. O projeto, que já está em andamento, recebeu 2,5 milhões da FINEP, a Financiadora de Estudos e Projetos, para construir uma usina-escola de processamento no Distrito Federal.

Fonte: Info Exame

Plático Reciclado Vai Virar Papel

Sacolinhas plásticas, embalagens de iogurte e biscoitos e sobras industriais de plástico agora têm um destino mais nobre. Depois de reciclados, eles são transformados em papel.

O processo que consegue produzir papel a partir de qualquer tipo de plástico foi desenvolvido pelo Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos em uma parceria com a empresa Vitopel, e contou com o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.

O produto usa a tecnologia dos filmes de polipropileno biorientado, material usado em rótulos, embalagens de biscoitos, salgadinhos e na indústria gráfica. O resultado é uma lâmina de plastico resistente, bem parecida com o papel couché, comumente usado em revistas, catálogos e adesivos.

“É uma forma de dar um destino nobre aos produtos aparentemente indesejados. Qualquer tipo de plástico pode ser transformado: pacotes de biscoito, de chocolate, de iogurte. Até as sacolinhas plásticas ou sobras industriais”, explica José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel.

De acordo com Roriz Coelho, o papel feito desse material tem muitas vantagens sobre o papel comum, feito a partir de celulose. “Ele é impermeável, tem uma durabilidade maior e é infinitamente reciclável”, explica. “Ele também é cerca de 40% mais leve que o papel comum”.

O produto final, chamado de Vitopaper, demorou cerca de dois anos para ser desenvolvido e teve um investimento total de cerca de 4 milhões de reais. A patente mundial foi registrada no ano passado e o lançamento oficial do produto aconteceu em março. Agora, alguns livros, banners e folders já começam a ser impressos com o papel de plástico.

Fonte: Info Exame

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Preservação da Amazônia é fundamental para Economia Mundial


Segundo pesquisadores reunidos em mesa-redonda durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na semana passada em Manaus, olhar a Amazônia sob o ponto de vista da perspectiva econômico-ecológica deve provocar uma mudança de paradigma à medida que os problemas e desafios da região passem a ser tratados prioritariamente com enfoque ecológico, antes de o aspecto econômico vir à tona.

Clóvis Cavalcanti, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, destacou que os conceitos de meio ambiente são anteriores à economia. "Mas o meio ambiente pode e precisa existir sem a sociedade. O sistema econômico mundial deve se submeter e ser subordinado ao ecossistema e às leis da natureza", disse o também membro fundador da Sociedade Internacional para a Economia Ecológica (ISEE, na sigla em inglês) e da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco).

"Estamos acabando com o meio ambiente e com a vida social da Amazônia em troca de promessas muitas vezes vazias de aceleração do crescimento e do bem-estar humano, em que o aumento do PIB [Produto Interno Bruto] traz a destruição dos valores ambientais e culturais cultivados ao longo de séculos de convivência entre os habitantes da região", disse.

Gonzalo Vasquez Enriquez, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), disse que "não é possível só crescer de forma exponencial, pois essa curva ascendente levaria o mundo a uma situação de colapso", alertou ele, citando em seguida a importância do relatório The limits of growth, produzido em 1972 por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, para a organização não governamental The Club of Rome.

O relatório trata de problemas cruciais para o desenvolvimento da humanidade, como energia, poluição, saneamento, saúde, ambiente, tecnologia e crescimento populacional. "A sociedade pode e está destruindo a Amazônia, mas de alguma forma a humanidade terá que pagar por isso", disse Enriquez.

"Os avanços tecnológicos não estão sendo suficientes para resolver o problema dos limites físicos dos bens naturais. O crescimento pelo crescimento está deixando cada vez mais evidente o limite dos recursos do meio ambiente, não trazendo soluções técnicas para a manutenção da biodiversidade e promovendo o aumento do poder e da necessidade de consumo pela sociedade moderna", afirmou.

Para Philip Fearnside, pesquisador titular do Departamento de Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), um grande desafio para o futuro da Amazônia é a criação de meios de conversão dos serviços oferecidos pela floresta, como a manutenção da biodiversidade e dos estoques de carbono, em um fluxo de renda para as comunidades que garanta o desenvolvimento sustentável da região.

"É bem melhor transformar algo que é sustentável em desenvolvimento do que tentar fazer com que uma forma de desenvolvimento não-sustentável se converta em sustentável", disse o pesquisador que há mais de 30 anos tem se destacado no trabalho de apoio à valorização dos serviços ambientais da Amazônia.

"O desenvolvimento implica a criação de uma base econômica de suporte para a população e, a fim de ser sustentável, essa base de suporte deve manter-se por muito tempo", apontou Fearnside que, antes do Protocolo de Kyoto (1997), já havia proposto a compensação dos serviços ambientais da floresta amazônica com base na manutenção de estoques de carbono, ou com pagamentos na forma de uma porcentagem anual do valor dos estoques.

Fonte: Agência Fapesp